Você já parou para mensurar o prejuízo que as deepfakes de voz podem causar às empresas?
O problema não é só o golpe, é tudo o que vem depois da ligação.
O número público é o rombo direto. Cem mil. Um milhão. Dez milhões. O que pouco se fala, para além do prejuízo das multas, é das horas de investigação, desvio de tempo, clientes indo embora e reputação arranhada.
O golpe custa bem mais do que a transferência
Fraude por deepfake não é só “uma transferência indevida” ou “um acesso não autorizado”.
Especialistas em segurança digital já vêm alertando que golpes com voz clonada por IA estão se tornando mais comuns, difíceis de perceber e usados para burlar autenticação em atendimento.
Com poucos segundos de áudio, criminosos conseguem replicar vozes com alto nível de realismo e enganar tanto familiares quanto empresas, como mostra reportagem do TechTudo.
Agora, vamos à parte que poucas empresas calculam com antecedência:
Tempo de investigação interna
Cada fraude aciona uma esteira inteira: jurídico, ouvidoria, riscos, CX, TI, compliance, auditoria interna. São semanas revisando ligações, checando logs, respondendo ofícios.
Envolve custos de horas de gente qualificada que deixou de trabalhar em melhoria de processo para correr atrás de um incêndio.
Risco regulatório e multas
Setores regulados não têm “só um prejuízo”. Têm que explicar para o regulador como foi que aquela ligação passou.
A Blue6ix tem cases próprios que mostram como a revisão de processos de autenticação reduz falsos positivos em cerca de 40% em operação de banco múltiplo, diminuindo o risco de punição regulatória em série.
Rotatividade de clientes
O cliente que foi vítima da fraude é reembolsado, mas a confiança rachou. Quem fica sabendo do caso e pensa “se fizeram isso com ele, amanhã sou eu”. Esse não abre reclamação, só começa a testar outras alternativas e some aos poucos.
Um estudo da Gartner revela que 62% das organizações sofreram pelo menos um ataque com deepfake nos últimos 12 meses, com 43% relatando incidentes com chamada de áudio e 37% com deepfakes em vídeo.
A pesquisa prevê que, até 2027, 50% das empresas estarão investindo em produtos ou serviços de segurança contra desinformação e estratégias TrustOps, em comparação com menos de 5% atualmente.
Onde a conta estoura primeiro: no atendimento
Deepfake de voz escolhe o momento mais sensível da jornada, aquela hora em que o cliente liga para recuperar acesso, destravar conta, resolver um problema urgente.
É ali que três coisas se encontram:
- Pressa do cliente;
- Pressão por TMA baixo;
- Processo de autenticação engessado.
Se a operação segue tratando voz como canal “mais seguro” só porque tem humano dos dois lados, a porta fica escancarada.
A fraude é aprovada em nome da eficiência.
O custo explode no dia seguinte, na mesa do jurídico e do CFO.
O que é preciso considerar
- Horas gastas por fraude: do primeiro alerta ao fechamento da investigação;
- Número de áreas envolvidas: quantos gestores param o que estão fazendo;
- Impacto na experiência: aumento de etapas de autenticação improvisadas, ligações mais longas, mais atrito em NPS/CSAT;
- Risco reputacional: quantos clientes impactados direta e indiretamente.
Quando você começa a olhar para deepfake não só como pauta de segurança, mas como linha de custo recorrente, fica mais fácil justificar investimento em:
- análise de áudio em escala;
- ajuste fino dos scripts de autenticação;
- monitoria híbrida (IA + especialista humano) para casos sensíveis.
Ou seja, exatamente a interseção onde a Blue6ix trabalha, juntando tecnologia de análise de voz e de dados com revisão de jornada e operação.
Vamos falar de prevenção, não de pânico
Ninguém de finanças quer ouvir “o futuro será assim”. O que faz diferença é mostrar:
- Quanto custa uma fraude bem documentada, ponta a ponta;
- Quanto desse custo poderia ter sido evitado se a central tivesse:
- autenticado com camadas adicionais
- identificado padrões suspeitos nas ligações
- revisado processos à luz dos novos golpes de deepfake
Não se trata de comprar tecnologia por medo, mas de trocar custo imprevisível de fraude por investimento previsível em controle e governança.No fim, deepfake de voz não é só uma história de IA do mal, é um teste de maturidade para quem senta na cadeira de decisão: ou você trata o tema como linha de despesa, ou vai continuar descobrindo, pela imprensa ou pelo regulador, quanto custa deixar a voz mandar sozinha no seu call center.
Entre em contato com nosso time de especialistas e evite prejuízos na sua empresa.



