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Quantas ligações uma central de atendimento recebe por dia sem que ninguém saiba, de fato, o que aconteceu ali dentro? A resposta técnica costuma ser “resolvido” ou “não resolvido”, mas entre esses dois extremos existe um território inteiro de emoção, hesitação e intenção que os sistemas tradicionais simplesmente não enxergam. Foi justamente decifrar esse território que rendeu à Blue6ix o troféu prata na categoria Gestão B2B do Prêmio Smart 2026.

O case reconhecido nasceu da pergunta: por que NPS, CSAT e monitoria amostral não bastam? Segundo dados do próprio Gartner, projetos de IA aplicados a centrais de atendimento devem reduzir custos com mão de obra em até 80 bilhões de dólares até 2026 globalmente. O número mostra o tamanho da oportunidade. O desafio é que a maioria das empresas tem indicadores de sobra, mas continua sem enxergar as causas reais por trás deles.

Em um dos seus cases, a Blue6ix analisou 505 mil interações de um cliente do segmento financeiro. Foram 55 mil horas de relacionamento processadas, 100 mil clientes avaliados e 85 estudos conduzidos, resultando em 85 insights estruturais e mais de 700 análises detalhadas sobre padrões de comportamento, tudo monitorado por 90 indicadores acompanhados constantemente.

O método combina três camadas trabalhando juntas. A primeira é analítica: reconhecimento de fala e processamento de linguagem natural para entender o que o cliente diz, palavra por palavra.

A segunda vem da ciência comportamental e da neurociência aplicada, que revela o que o cliente sente enquanto fala.

A terceira organiza tudo isso em frameworks estratégicos que conectam experiência ao resultado de negócio. Sozinha, cada camada entrega pouco. Juntas, mudam o jogo.

Os números provam resultado. A operação analisada teve redução de 30% nas rechamadas, queda significativa nas transferências entre setores e diminuição do tempo de silêncio durante os atendimentos.

Do lado da experiência, houve recuo de 7,64 pontos percentuais em menções de alto atrito, 19,9 pontos percentuais a menos em reclamações sobre o aplicativo e 4,9 pontos percentuais a menos em contatos relacionados a aumento de limite.

O que nos chama a atenção é que os dados deixaram de ser retrato do passado da operação, e agora, eles ajudam a orientar decisões futuras. Um atendimento tecnicamente resolvido pode deixar o cliente ansioso. Uma ligação rápida pode gerar desconfiança. Só analisando comportamento em escala é possível enxergar essas nuances que separam satisfação genuína da satisfação aparente.

Para quem lidera operações de atendimento, risco ou qualidade, o insight é este: parar de tratar experiência como métrica isolada e começar a tratá-la como instrumento de diagnóstico organizacional. Não basta saber que o NPS caiu. É preciso saber por quê, em qual momento da jornada, e o que fazer a respeito antes que vire prejuízo financeiro ou processo jurídico.

O Prêmio Smart 2026 reconheceu exatamente a mudança de mentalidade de sair do modo reativo e entrar no preditivo. Não se trata de substituir indivíduos por tecnologia, mas sim de conceder à equipe humana a inteligência necessária para agir antes que o problema se agrave. 

Não importa a sua tecnologia e o seu desafio, sua consultoria em CX é a Blue6ix.

Quer entender como aplicar essa mesma leitura de comportamento na sua operação? Fale com a gente e descubra o que as suas interações não analisadas estão escondendo.

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