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Quando a pressão é máxima, o que separa quem vence de quem só reage?

Em 1994, a Seleção Brasileira chegava à Copa do Mundo após 24 anos sem título. A campanha anterior havia sido desastrosa. Parreira era visto como “conservador demais”, o esquema era tido como “defensivo” e a torcida queria um futebol ofensivo, espetacular, imediato, mas Parreira sabia algo que poucos líderes entendem: resultado não vem com medidas “vistosas”, eles vêm com consistência.

Em 2002, a situação era diferente, mas igualmente tensa. Felipão enfrentava críticas diárias sobre suas escolhas. A Seleção era considerada “velha” e “lenta”. Ronaldo chegou lesionado. Havia pressão para escalar outros nomes, mudar o esquema, fazer mudanças radicais.

Mas o maior desafio de Felipão não foi só a convocação do Ronaldo lesionado.
Foi tomar decisões impopulares sobre quem não jogaria.

Felipão conta que “nem sempre acertava” nas escolhas de elenco, mas que o importante era ter “características individuais” alinhadas com a “cultura da equipe.” Ele precisava identificar quem estava entregando e quem não estava, e teve a coragem de fazer essas escolhas mesmo com a pressão avassaladora.

Liderar em crise é isso. É ter coragem de não seguir o manual quando o manual não serve para aquele jogo. No futebol, o técnico tem o olhar treinado para ver o que o placar não mostra. Na empresa, o líder precisa da mesma sensibilidade. Entretanto, sensibilidade sem informação vira achismo, e tomar decisões sem embasamento de dados em crise costuma custar caro.


Agora pense na sua operação de atendimento.

Quantas vezes você toma decisões baseadas nos relatórios da semana e em meia dúzia de amostras da monitoria? Quantas vezes a sua percepção sobre o que acontece no atendimento é construída em cima de 1% das interações, enquanto os outros 99% ficam invisíveis? 

Na Blue6ix, a gente consegue analisar até 100% das interações. Não para vigiar o colaborador, mas para entender onde estão os gaps e as oportunidades de negócio escondidas no atendimento. 

A tecnologia mostra o padrão, a análise de dados revela o contexto, a curadoria de IA organiza a estratégia a partir dessas evidências, mas quem decide é o líder com tato, experiência e coragem.

Erros fazem parte do processo. O que define um líder não é infalibilidade, é a capacidade de ler o erro, ajustar a rota e seguir em frente sem destruir a confiança da equipe.


Felipão mesmo perdeu o 7×1 na frente do mundo. Quando perguntado sobre a derrota, ele disse algo que poucos líderes teriam coragem de dizer: “A falha foi minha. Pronto, tem que assumir.” Não culpou jogadores e nem circunstâncias, simplesmente assumiu a responsabilidade.

Nas operações, o que “arrumar o que tem que arrumar” significa ter humildade e coragem para identificar o que não está funcionando. Pode ser um script que não resolve, um fluxo de URA que irrita o cliente, uma falha de compliance que ninguém viu, ou uma fraude por deepfake de voz que está drenando o caixa e a confiança na sua empresa.

Não adianta ter IA se ela não entrega insight acionável, também não adianta ter dados se ninguém sabe o que fazer com eles. É fundamental contar com a na combinação: tecnologia que ouve tudo + curadoria humana que interpreta + líder que decide com clareza.

No nosso blog, temos um artigo que mostra exatamente isso: “Os outros 99% importam: como converter interações em inteligência, comportamento e performance”. É sobre o que acontece quando você para de trabalhar no escuro.  

Então, da próxima vez que sua meta estiver ameaçada, sua equipe desacreditada e o cliente insatisfeito, lembre-se da importância de:

  • Olhar para o que realmente está acontecendo, não para as pressões que se formam diante da frustração de uma expectativa;
  • Dar feedback que constrói, não que destrói.
  • Decidir com coragem, mesmo quando o óbvio parece mais seguro.


No futebol e na sua operação, o placar final é consequência das decisões que você toma quando ninguém está vendo.

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